(Paulo Roberto)
Eu estou sonhando, sem dormir, pensando...
Chorando sozinho, olhando para a lua.
Sorriso costurado, rosto iluminado,
Trilhas de fardo pintando, pingando e cortando...
Lábios secos entre dentes serrados,
Chuva de sensações selvagens escorrendo seca em meio á poros enrugados
Olhos grandes, vermelhos, desesperados...
Coração cansado de bater para um corpo morto e calado.
Não posso... eu preciso de teu cheiro grudado.
De teus braços para me sentir renovado.
Agora desejo teus lábios, rosados...
Oh, pode segurar minha mão?
Preciso te mostrar minha paixão,
Quarto escuro, lençol riscado.
Não posso afagar teu cabelos, te peço perdão...
Diga-me, Deus, o que é isso que sinto?
Agonia que grita em meio a alucinação...
Desejo correndo veia por veia,
Meu amor sincero, longe de ilusão.
Por que?
Por que estás tão longe de mim?
Oh, meu corpo está doendo, meus olhos ardendo,
Eu não quero dormir, eu sei o que vou sonhar.
Diga-me, minha dama, deixe-me realizar tudo o que tendo á fantasiar?
Deixe, o laranja já está nascendo,
Corpo celeste aquecendo o vento...
Deixe-me amar meu anjo, que esconde as asas?
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
sábado, 19 de dezembro de 2009
Désolé... Ne Peuvent Pas
(Paulo Roberto)
Eu não suporto, você está sorrindo para mim.
Solta no gramado, roupa leve, cabelos soltos.
Você sabe que é verdade...
Esse não é o melhor modo, mas sinto que perco tudo quando você diz "Adeus"
Tuas mãos, preciso de tuas mãos,
Para segura-las e seguir para a perdição.
Não são pecados, apenas desejos não honrados,
Eu não consigo sustentar teu sorriso sem pedir pra Deus, me poupar...
Fico louco, vontade de gritar.
Não consigo escrever algo belo, são apenas palavras desvairadas...
Cubra-se, mantenha-se escondida.
Eu não suporto ver teu corpo branco.
~~~~~~~
Não era mais dia, quando aquele trem partiu.
Tua mala de couro, com adesivos sem cola nas bordas...
Vestido caro... Oh, quando irá voltar?
Tire-me do teu limbo.
Esse não é o caminho, todos sabem que o segundo é o primeiro dos derrotados...
Não consigo, simplesmente não consigo!
Fingir ser alguém agora e depois sonhar contigo de novo!
Você não acreditava, que meu amor era gelado.
Você não se cobriu aquela noite no lago.
Você sabe que é verdade... todos aqueles pecados de volta pra você.
Nade, nade por minhas lágrimas, cante sobre minha linha.
Não espere, eu não preciso disso,
Lenha na máquina e deixe a fumaça sair...
---------------------------
Não sorria...
Não morda, mas se cubra.
Fique de pé, sinta o peso de tua alma e faça gritar...
Tudo irá voltar, poeira por poeira.
Esse não é o melhor modo, mas sinto que não vou acordar antes de você deixar-me na cama.
E partir...
Eu não suporto, você está sorrindo para mim.
Solta no gramado, roupa leve, cabelos soltos.
Você sabe que é verdade...
Esse não é o melhor modo, mas sinto que perco tudo quando você diz "Adeus"
Tuas mãos, preciso de tuas mãos,
Para segura-las e seguir para a perdição.
Não são pecados, apenas desejos não honrados,
Eu não consigo sustentar teu sorriso sem pedir pra Deus, me poupar...
Fico louco, vontade de gritar.
Não consigo escrever algo belo, são apenas palavras desvairadas...
Cubra-se, mantenha-se escondida.
Eu não suporto ver teu corpo branco.
~~~~~~~
Não era mais dia, quando aquele trem partiu.
Tua mala de couro, com adesivos sem cola nas bordas...
Vestido caro... Oh, quando irá voltar?
Tire-me do teu limbo.
Esse não é o caminho, todos sabem que o segundo é o primeiro dos derrotados...
Não consigo, simplesmente não consigo!
Fingir ser alguém agora e depois sonhar contigo de novo!
Você não acreditava, que meu amor era gelado.
Você não se cobriu aquela noite no lago.
Você sabe que é verdade... todos aqueles pecados de volta pra você.
Nade, nade por minhas lágrimas, cante sobre minha linha.
Não espere, eu não preciso disso,
Lenha na máquina e deixe a fumaça sair...
---------------------------
Não sorria...
Não morda, mas se cubra.
Fique de pé, sinta o peso de tua alma e faça gritar...
Tudo irá voltar, poeira por poeira.
Esse não é o melhor modo, mas sinto que não vou acordar antes de você deixar-me na cama.
E partir...
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Resistir
(Paulo Roberto)
Eu posso resistir a qualquer acorde, menos este que esta chorando.
Eu posso resistir a qualquer voz, mas a tua ainda me perturba.
Eu posso resistir a qualquer brilho, mas teu diamante...
Eu posso resistir a qualquer sonho, mas as vespas ainda me sugam.
Eu posso aprender a conviver com qualquer dor, mas meu desespero...
Eu posso conviver com toda a agonia, mas não posso suportar o meu desejo.
Eu posso devorar qualquer pedaço de carne, mas meu filho nunca habitará teu ventre.
Eu posso sonhar com o paraíso, mas o purgatório está enxugando minhas costas.
Eu posso viver sem pulsação, mas tenho medo de senti-lo bater de novo.
Eu posso viver correndo para as labaredas, mas meu suor ainda escorre pelas línguas das toalhas da penitência.
Eu posso gritar, clamando teu sorriso, mas só o som chegará até mim.
Eu posso chorar, você não saberá... mas eu sinto que nunca se importa.
Eu vou lavar minhas dúvidas e tentar ser mais do que um ninho delas...
Mas no fim tudo é azul...
Tua boneca de lã despida, encardida...
Teu felino dourado correndo entre tuas pernas.
Meu pulso fraco, fraco e mais fraco...
Eu não poderei retornar para caçar, teu jantar será a fome.
As montanhas serão as mesmas.
Minha dor ainda a mesma...
Eu posso resistir a teu vinho, mas não posso te ver sangrar.
Eu não posso resistir a teu pão, daria a vida para morder um pedaço.
Caindo em lágrimas para descansar a alma...
Eu posso resistir a qualquer acorde, menos este que esta chorando.
Eu posso resistir a qualquer voz, mas a tua ainda me perturba.
Eu posso resistir a qualquer brilho, mas teu diamante...
Eu posso resistir a qualquer sonho, mas as vespas ainda me sugam.
Eu posso aprender a conviver com qualquer dor, mas meu desespero...
Eu posso conviver com toda a agonia, mas não posso suportar o meu desejo.
Eu posso devorar qualquer pedaço de carne, mas meu filho nunca habitará teu ventre.
Eu posso sonhar com o paraíso, mas o purgatório está enxugando minhas costas.
Eu posso viver sem pulsação, mas tenho medo de senti-lo bater de novo.
Eu posso viver correndo para as labaredas, mas meu suor ainda escorre pelas línguas das toalhas da penitência.
Eu posso gritar, clamando teu sorriso, mas só o som chegará até mim.
Eu posso chorar, você não saberá... mas eu sinto que nunca se importa.
Eu vou lavar minhas dúvidas e tentar ser mais do que um ninho delas...
Mas no fim tudo é azul...
Tua boneca de lã despida, encardida...
Teu felino dourado correndo entre tuas pernas.
Meu pulso fraco, fraco e mais fraco...
Eu não poderei retornar para caçar, teu jantar será a fome.
As montanhas serão as mesmas.
Minha dor ainda a mesma...
Eu posso resistir a teu vinho, mas não posso te ver sangrar.
Eu não posso resistir a teu pão, daria a vida para morder um pedaço.
Caindo em lágrimas para descansar a alma...
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